Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

O profetismo da Teologia


Aos que escolheram não ser iguais...

A teologia causa medo. Ela traz crises. Dolorosos e férteis conflitos. Para os mais conservadores e fechados à novidade, ela anula a fé simples. Uns dizem: “prefiro a fé simples àquela pregada pelos teólogos”. Enquanto outros do mesmo grupo afirmam: “A teologia deve servir a Igreja, é para essa instituição que ela foi criada”. Desde que entrei nas esteiras do fazer-teológico, escuto, de forma repetida, muitas palavras contrárias ao profetismo da teologia, que se mostra como adversário, contrário ou “fora da visão” de certos modelos e instituições. Diante dessas considerações, nasce a pergunta que procura trazer sinais a essa realidade que levantei: a teologia está a serviço de quem ou de que instituição?


Teologia é antes de tudo hermenêutica, interpretação. Um esforço profundamente humano de compreender a ação e o amor de Deus por meio da realidade. A teologia se mostra, assim, como ato segundo (Gustavo Gutierrez). Ela procura falar sobre a vontade de Deus para o mundo e para a humanidade a partir da vida. Dessa forma, ela procura, sendo hermenêutica, trazer críticas, perguntas e algumas respostas às indagações que são geradas em nossas Igrejas e em nossa sociedade. A vida torna-se o primeiro passo, assim como fez Jesus. Antes das pedras da lei, que matariam a mulher adúltera, existe a vida de quem não tem sentido e estava sendo vítima de uma religião opressora e legalista (João 8). Ao se fazer teologia, não devemos partir de conceitos, embora com eles nos sentimos mais seguros. A vida é o centro! Dessa maneira, a teologia fortalece a fé. Não a fé que deseja ficar presa no monte da transfiguração (Marcos 9) em cabanas para aprisionar e privatizar o sagrado. Uma fé simplória e egoísta. Mas fortalece uma fé movida por uma espiritualidade da descida, que se encarna no mundo, nas planícies, lutando contra os sinais de morte (Marcos 9) e partilhando os pães e os peixes para que ninguém tenha fome (Marcos 6)!


Com estas palavras, volto à pergunta: a teologia está a serviço de quem ou de que instituição? Karl Barth, teólogo alemão, apresenta a tensão existente entre Igreja e Reino de Deus. Aqui está um ponto importante da minha reflexão. O Reino de Deus não é a Igreja! Ela faz parte deste reinado, mas indubitavelmente, o Reino é maior que as nossas estruturas eclesiásticas. A Igreja é um lugar construtor de teologia, mas não tem o monopólio do pensar a fé (ainda bem!). A teologia serve ao Reino de Deus, que está centrado na vida! Esta é a mensagem central do Nazareno, o reinado que se mostra contra a idolatria: do mercado, dos nossos conceitos, das nossas instituições provisórias e falíveis (Barth); reinado que tem como destinatários preferenciais as vítimas, os mais pobres, lutando pela vida justa (Jon Sobrino); reinado que caminha para a nova criação, salvando todo o mundo e a humanidade (Jüngen Moltmann). Sabemos que algumas teologias preferem outras trilhas, mais comerciais. Mas a que caminha pelos passos de Jesus não servirá aos projetos do anti-Reino, não servirá a Igreja enquanto esta instituição caminhar contra a vontade de Deus e contra o evangelho do Cristo... A boa teologia estará a serviço das Instituições quando elas forem porta-voz e testemunha do Reino, visando o bem-estar integral do ser humano e da criação.


A teologia é profética e será contrária a fé que domestica, que iguala (uma produção em série de novos fiéis), que reproduz respostas mofadas para situações novas. Não quero para os meus estudos seguir essa teologia nem esta fé. Elas respondem apenas às necessidades do mercado e de uma sociedade tecnológica, por esses caminhos, seria apenas um teólogo funcional: seguiria o mesmo, defenderia a luta contra o diferente, me basearia só em conceitos, lutaria pelos interesses privados... Mas, prefiro a crise à conformidade. Prefiro ser profeta queimado nas fogueiras da inquisição a ser profeta institucional. Prefiro sentar-me com a samaritana, com as prostitutas, com os que comem e bebem a sentar-me com os saduceus, os donos do templo. Prefiro comer com as mãos sujas e entrar na festa do Reino em Caná a me lavar nas águas da religião, que com Jesus foram transformadas na alegria do vinho. Mesmo que eu afunde por alguns momentos, prefiro uma fé que me lance no mar tempestuoso ao encontro daquele que sigo a ficar no barco seguro... Por fim, prefiro a teologia que caminhe pelo profetismo, pois nela não silenciamos a nossa voz, as nossas idéias, permanecemos na acidez da denúncia e na poética esperança do Reino...

Sábado, 4 de Julho de 2009

Os meus 22 anos...


Em 4 de julho de 1987, às 22h50, com sete meses e poucos quilos (isto não mudou muito) habitei de forma prematura neste mundo poético. Nasci em Vitória da Conquista - BA, como um sinal de esperança, de amor e de alegria para um casal que já se acostumava com a vida comum. Fui o salvador de sonhos, de desejos. Trouxe olhares, gostos e sorrisos novos à vida de quem me esperava. Sou o filho caçula de um “quarteto fantástico”... Hoje completo 22 anos, com um sabor de memória e de esperança.


Na memória sustento os meus pés, a minha vida... Uma vida que é marcada pela vontade de ser. Se puder expressar o sentido das minhas lembranças, uso as palavras do meu poeta (Murilo Mendes): “O amor é minha biografia”. A minha vida é marcada pelo amor. Que é ao mesmo tempo é entrega sem interesses, vontade e afeto. Hoje, recordo-me do cuidado e amor que recebi sempre e cotidianamente de ‘mainha’ e ‘painho’; lembro-me dos sorrisos das crianças que se fizeram presentes em minha vida; recordo-me das amizades salvadoras que se converteram em doces e cultivadas irmandades; lembro-me de quem amei... Com a teologia, recordo-me dos três encontros esperançosos das minhas andanças: com o Cristo que me encontrou em meu caminho de lágrimas, me fazendo acreditar na ressurreição dos nossos corpos tão marcados pela morte; com os pobres, sacramentos dinâmicos e gentes crucificadas num mundo tão distante do Reino de Deus, fui levado à conversão a eles e ao Nazareno; e por fim, me encontrei com a poesia, que me coloca diante da vida, dos meus carnavais e dos meus velórios... Poesia que é “a linguagem daquilo que não pode ser dito. Ela diz sem dizer”.


Já com a esperança, motivada pela memória, continuo a sonhar e a andar pelas minhas utopias mais incorrigíveis. Sou um menino sonhador... que faz da esperança o vento que sopra onde quer. Vento bendito que me impulsiona a acreditar no amanhecer, mesmo com a pesada noite que perdura em minha janela. Este esperançar me faz crer na vida e vivê-la intensamente, de forma apaixonada e intensa. Esperançar em liberdade, em coragem. O horizonte do Reino de Deus (sentido e por onde ando) está na frente, para ele caminho ao som das belas músicas e vozes, numa dança brasileira, latino-americana. De forma mais existencial, espero silenciosamente por mais uma salvação, por aquela que me busque em meus lugares fechados. Em meu mundo sozinho, que ela seja o corpo que me cure. Espero ainda me encontrar com quem sinto saudade, para ter os abraços e as palavras ouvidas e lidas da distância. Espero sair dos lugares que me prendem e me sufocam em seu frio tão cortante. Por fim, sonho com a vida cada vez mais bela, intensa, humana...

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Sob a luz do amor




Aos que amam (ou esperam amar)...

O grande Rubem Alves já nos disse: “O amor prefere a luz das velas. Talvez seja isso tudo o que desejamos de uma pessoa amada: que ela seja uma luz suave que nos ajude a suportar o terror da noite. Sob a luz do amor que ilumina modesta e pacientemente, o escuro já não assusta tanto”.

Seguindo o nosso velho teopoeta, o amor gosta da luz trêmula, da luz duvidosa, que num vento gélido das nossas madrugadas (sozinhas madrugadas) resolve dançar, escolhendo os mais corporais movimentos... Este é o amor que quero. Nas noites de pedra da existência, em que o escuro silenciar e secar os meus lábios, ele se mostrará na pessoa amada como uma luz suave (mesmo insegura) que me fará brincar, criando formas, bichos, sonhos, crianças. Este amor está sob a suavidade, sob o fascínio da penumbra. Ele (re)nasce no olhar trocado, nos lábios tocados, nos corpos dados um ao outro.

Não quero o amor-farol que nos cega os olhos. Parece que ele é intenso e seguro demais para a minha ambigüidade, para quem estou sendo. O amor que deseja iluminar tudo, todos, transforma aquela que amamos num ser que ofusca e embaralha o caminho. Esse amor me dá medo! Com ele, sinto-me preso a um refletor sem graça, sem leveza, que nasceu apenas para guiar e mostrar-se aos navios pesados (Eis a metáfora!). Ele é aparente, propaganda diante do mar tempestuoso e incerto. Não é a chama que nasce ao derreter o corpo velado que se entrega. O amor velado revela-se na leveza, na luz modesta, na dançarina chama.

Sob a luz deste amor entregue às velas, como um menino que não conhece caminho algum para chegar aonde deseja, eu busco... Trilho em minhas contradições, em minhas limitações, em meus delírios, em meus sonhos. Sob a luz deste amor, frágil como uma chama, eu consigo dormir, pois o escuro e a solidão não me assustam tanto...

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Eles se foram...



Ao Irmão e à Irmã que sempre sonhei ter (e tenho), na esperança de um re-encontro...

A noite terminou com um coração apertado. O corpo sentiu falta do abraço. O sorriso ficou na memória mais remota, mais desejada. Os ouvidos deixaram de ser a casa das palavras do amigo-irmão, da amiga-irmã. As entranhas ficaram geladas. O rosto tornou-se pálido e molhado. Os olhos mostraram-se encharcados. Os momentos para se “amar mais de perto” foram silenciados, extintos. No frio de uma terra distante, nos portões da simples casa, os olhos se encontraram... as palavras não conseguiram ser Palavras. Elas correram para um lugar, que até agora não consegui achar. O choro me calou, me engasgou (pelo menos no último encontro). A vontade de pedir outro abraço tocou a minha língua. Ando sozinho nesta cidade gélida, cruel... A tristeza e a saudade são inevitáveis. Mesmo que eu não queira, chegou o tempo de arrancar, de chorar, de separar, de rasgar, de calar. Eles se foram...

Bênção antiga:

Tua vida amigo,
Seja sempre para o melhor.
Que o sol aqueça o teu viver,
Que a chuva caia leve no teu lar
E até nos encontrarmos outra vez
Que Deus te segure nas suas mãos.
Que o Senhor te abençoe e guarde,
Que o senhor sobre ti levante o rosto
E te dê paz

Sábado, 9 de Maio de 2009

E o mercado se fez deus




Nestes últimos dois anos estamos acompanhando e participando da chamada crise econômica. Filha de um sistema capitalista cruel e injusto, fundamentado numa economia sem regulação (laissez-faire e laissez-passer) e num capital girando recursos financeiros flutuantes e distantes da vida do cosmos: dos humanos, das florestas, dos mares, dos rios... Este sistema econômico centra-se na especulação financeira, distante da produção real.


Mas, como em muitos momentos de crise, quem pagará o custo da sede insaciável do lucro de poucos ricos é a população mais pobre, a maioria da humanidade (os/as funcionários/as das metalúrgicas de São Bernardo do Campo, para falar de um contexto mais próximo). Para enganar e fantasiar a população, os governos das grandes potências mundiais realizaram intervenções com apoio financeiro às importantes corporações empresariais, mas isto é apenas a repetição do mesmo. “Isto é, a lógica da expansão e exploração capitalista continuaria seguindo o seu rumo, substituindo somente a doutrina/ideologia a serviço da elite mundial” (Jung Mo Sung). Diante dessa realidade, o que a teologia pode dizer?


O grande sintoma revelado pelo fazer-teológico, principalmente, o latino-americano, é este: a sacralização do mercado (para não falar neste pequeno texto da mercantilização do sagrado). O mercado torna-se deus, torna-se um ídolo, “um objeto feito pelas mãos do homem (práxis) ao qual se atribui o poder para realizar os desejos do coração” (Rubem Alves).


Acontece aqui a idolatria do mercado, lambuzada pelo desejo, pela vontade dos consumidores pelos bens e pela ambição do lucro dos poderosos do capital (comparada a um leão faminto ao ver a sua presa). Ao apresentar este sintoma: do mercado como deus, é necessário entendermos outras dimensões. Estes “ídolos são realidades históricas, realmente existentes, que se fazem passar por divindades, mostrando-se com as características da divindade: ultimidade, auto justificação, intocabilidade, oferecendo salvação a seus adoradores, embora os desumanizem e, sobretudo, exigindo vitimas para subsistir” (Jon Sobrino).


Aqui reside outra marca deste sistema globalizado, além de se assemelhar ao deus-feito-mercado, com promessas de uma “vida feliz” e próspera (qualquer semelhança com a religião “da moda” é proposital e real); o mercado-feito-deus pede vítimas em seus altares. Ele pede recursos, trabalhos, corpos, árvores, rios, mares... Os seus cultos são diários, constantes. As moedas e as ofertas são diversas, tudo vale, tudo pode acontecer pela “vida moderna”. O Reino de Deus torna-se reino do lucro. Os shoppings são construídos para favorecer este desejo. Esta vontade de poder transforma-se numa nova religião. A adoração ao deus acontece por meio do consumismo, da submissão e subserviência à mercadoria.


Diante disso, pensei no prólogo do evangelho do mercado, o Evangelho do capital (uma oposição ao prólogo de João 1):


No caminho nasceu o mercado
E o mercado estava/está ao lado de deus
E o mercado era/é deus
Sem ele nada (ou quase nada) acontece
O que foi feito dele é a morte, as vítimas
E a morte tornou-se guia de muitos humanos
As trevas escureceram a (dita) luz
A pregada-mas-não-vivida-luz foi presa e apaga pelo lucro

Mas, antes que eu me esqueça, este mercado tem ações “humanas”: os projetos que procuram levar esperança às crianças. De fato, uma grande trapalhada (literalmente), pois propõe uma cidadania-do-cartão-de-crédito. Uma cidadania apagada, que não acontece de fato na cultura, não é atenta, não é solidária. Muitos pobres continuam “sem rosto”, parecendo um bicho, bicho-homem - como nos disse o poeta Manuel Bandeira - se alimentando nas sobras, comendo os lixos da globalização e do neoliberalismo. Mas esta é a cidadania vendida pelo mercado-ídolo.


Para encerrar este texto, penso nas palavras de Jesus, pequenas e profundas: “Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6. 24, Bíblia de Jerusalém).


Com estas palavras, os meus comentários são silenciados. Como é bom escutar o mestre, aquele que escolhemos seguir: o Nazareno. Esta orientação de Jesus nos leva, como profetas, a lutar contra a idolatria do mercado, contra o sacrifício dos humanos, as vítimas (os mais pobres), contra a espoliação da natureza. É uma luta e uma denúncia em favor da esperança do Reino de Deus, o reino da vida, da justiça e da paz.

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Vida de criança


À Júlia, por me ensinar a voar e a sorrir;
À Lulu e ao Bruno, por me levarem a correr pelas salas;
Ao Breno, por me revelar o amor por meio do abraço;
Às crianças da Chácara Metodista, por me ensinarem a ser pastor...



Em cada nascimento, um novo sinal. A esperança se fez carne novamente! Mesmo com a frieza de nossas relações e da maldade que os humanos-grandes carregam dentro de seus olhos... A esperança se faz gente sempre. Não nos grandes poderosos, mas na doçura e no encanto das crianças. No ventre ainda são pequenas, quase sem forma. Aquecidas pela mãe e embaladas ao som do coração... São frutos do amor, dos encontros que fazem nascer a vida. Corpos-crianças que já nascem poetizados! Belos, encantados e mágicos. Recebedores da graça. Relacionais e poéticos. Pontes e laços quentes. Corpos-crianças que nos fazem voar, esperançar, viver...

Na brincadeira desses meninos e meninas vemos a dança da esperança; nas palavras balbuciadas pelo bebê, escutamos a sua voz; no abraço forte dos sobrinhos, que nos apertam o pescoço... somos envoltos pelo esperançar. Quando as Júlias estão a sorrir: a esperança nos chama para brincar de novo, para ter novos olhares sobre velhas coisas. Para fazer da vida o palco da festa. Folia e carnavalização que quebram nossas regras e bagunçam as nossas salas, quartos, cozinhas. A cama vira pula-pula, a panela vira percussão e a nossa alma: dá gargalhadas!

Quando grandes, umas crianças viram adultos, olham a vida com seriedade, esquecem de brincar, de brincar de ser feliz! Os corações ficam duros, preocupados. Não correm mais pelas salas, pelos parques, pelos sonhos... Desaprenderam a arte de voar! A vida deixa de ser carnaval. A esperança vira desalento. Outros, porém, se recusam. Preferem o caminho das crianças-maiores ao dos humanos-grandes. Enxergam a vida com os olhos da novidade e do encanto; acordam todas as manhãs e dizem: “te amo, mamãe”; beijam e abraçam qualquer amigo/a; dão gargalhadas das coisas mais simples; sempre se lembram das brincadeiras de gude, de pega-pega, das figurinhas, do pirulito de bate-bate...; e sonham sempre, mesmo que a dureza e a maldade da vida proponham outros caminhos. Estas crianças-maiores nunca esquecem que são esperanças encarnadas, desde sempre...

Se neste texto cabe uma oração, oro assim:
Deus,
Liberta-nos do desalento,
lembra-nos sempre,
somos esperanças-em-forma-de-gente.
Livra-nos de ser grandes,
deixa-nos sempre crianças:
que fazem da vida uma festa,
e acreditam que podem voar...
Amém

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

O casamento!



"No princípio... No princípio era o silêncio. E o silêncio se fez encontro e a relação fez-se salvação. E do encontro surgiu um caminho excelente. Deixam pai e mãe e se unem um ao outro para ser uma só carne, um só povo, um só caminho no mesmo Deus. Ide, ensinai: melhor é serem dois do que um; porque quando um cair, o outro o levantará. Águas passarão, o rio correrá, mas o amor permanecerá. Ainda que sejam faladas todas as línguas do mundo e dos anjos, se este amor faltar, a vida será oca como bronze. O amor espera, sofre. O amor crê. O amor permanece: alimenta a fé, impulsiona a esperança. O amor é o caminho maior".

[Filipe Maia]